QUEM NÃO ENTENDE O CORRE DA VIDA NUNCA VAI ENTENDER A MACUMBARIA BRASILEIRA

12/17/20252 min read

Você que não sabe o básico da vida, que não se importa com quem faz por você as coisas que eram para você se preocupar, vai dizer: "agora, pronto, para eu falar de macumba, agora tenho que saber de limpeza, cozinha, etc.?"

Sim!

Não me entra na cabeça a ideia de a pessoa falar sobre espiritualidade afro indígena brasileira, sendo que não sabe varrer um chão.

Não sabe cuidar do teu próprio filho.

Abandona sua companheira e seus filhos.
Não ajuda nos afazeres domésticos.

Não me entra na cabeça quem tem coragem de falar de ancestralidade e trai tudo e a todos.

Quem replica atitudes opressoras no teu dia a dia quando ninguém está te vendo.

Quem não sabe fazer um arroz, cortar uma cebola. Ou pior, quem acha que esse tipo de função é somente da mulher.

E o pior: como você vai acreditar nas mãos de quem vai fazer um banho que traga força ou numa vela acesa com o direcionamento correto se não sabe lavar uma louça? Gostar é outros 500. Mas fazer, irmão, é o básico da higiene pessoal, residencial, coletiva. É o mínimo que o bruxao quimbandeiro de 15 anos tem que ter.

Como buscar ajuda com alguém sobre saúde, sendo que a mesma posterga qualquer ato que diz respeito à sua própria saúde.

"Água gelada é para quem tem geladeira, jão".

Só fala de saúde quem tem saúde, ou pelo menos, não silenciar a própria saúde.

Ninguém está dizendo que, para você falar sobre a macumbaria brasileira, você tem que se tornar outra pessoa, não!

Tudo isso acima é o básico do dia a dia do brasileiro.

Aquele que se vira como dá, como pode, mas com o jeitinho que só nosso povo sabe, resolve tudo, sempre que pode, sempre que dá. Mas resolve.

A macumba está no dia a dia.

Quem vive a macumba apenas no terreiro não se desenvolve corretamente.

Feiticeiro mesmo, faz feitiço praticando esporte, escrevendo e fazendo comida. Varrendo o chão, lavando, louca ou brincando no parque com os filhos.

Tua vó rezava a cebola para você comer. E o melhor é que passava dor, tirava quebranto e abria caminho.

As religiões afro-brasileiras são para quem faz com as mãos, para quem não espera o outro. Para quem é desenrolado, manja!

Preguiça, mau-caráter e desinteresse pelo básico não alimentam tua vitalidade, que é, sem dúvida, a maior fonte de axe individual.